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Você vende “Confiança”!

Olha que historinha interessante, um amigo me ligou esta semana contando:

- Lí, tenho uma graninha e vou montar uma loja virtual de pinga. Todo tipo de pinga! Do Brasil inteiro. Entrei no Google e digitei “pinga” e não achei nenhum link patrocinado de loja virtual focada nisso. Então já pedi para um amigo desenvolver uma logomarca para colocar no site e este mesmo amigo vai fazer minha loja por apenas R$9.000,00. Ainda sobram R$11.000,00 para comprar o estoque e guardar uma grana para o giro do caixa. Vou montar tudo aqui em casa mesmo, é bom que não pago aluguel, sabe…

- Pára tudo! eu soltei.

- Que foi?

- Você já gastou algum real destes R$20.000,00?

- Ainda não, mas…

- Ufa!

- Li, você está me assustando…

- É pra assustar mesmo, meu amigo. Por pouco você não declara falência antes mesmo de abrir a loja.

- Magina! Minha idéia é super legal! Ninguém vende somente pinga pela internet!

- Porém ter apenas uma boa idéia, não vende! E outra, ninguém vende nada na internet além de confiança, meu caro. Já comentei com você o quão intolerante a erros o consumidor se mostra quando está comprando pela Internet, ou seja, qualquer falha do site seja na entrega, na disponibilidade de estoque, na informação de produtos ou ainda na própria estabilidade leva o consumidor a perder a confiança naquela empresa e daí ela não vende NADA! E acreditar somente numa boa idéia, sem planejar, é um prato cheio para todos estes erros que citei.

- Você está dizendo que eu não sou uma pessoa de confiança? (Senti uma pinta de raiva na intonação da voz…)

- Não, querido. Quero dizer que você precisa estudar todos os pontos necessários a abertura da sua empresa antes de gastar se quer R$1,00. Sua loja virtual de pinga é uma EM-PRE-SA! De novo: não basta apenas ter uma idéia, um site e um layout bonitinho para ganhar dinheiro, aliás quem está começando com pouco capital não gasta R$9.000,00 numa loja com um amigo programador. Você já pesquisou o preço de aluguéis de lojas com pelo menos 3 empresas que trabalham com isso a mais de 5 anos?

- Não.

- Bom, para começar, você já pesquisou o custo que terá com abertura de firma e se há alguma lei específica para venda de bebidas alcóolicas na internet?

- Não.

- Você sabe qual o índice de procura deste produto na internet? Já foi atrás para descobrir quanto custa esta palavra-chave para ter uma idéia disso? Você já planejou como vai estocar estas garrafas? E você entende algo sobre pinga além de saber que pode te deixar de porre?

- Hummmm

- E os concorrentes? Já foi conversar com a equipe da Bacco’s, da Imigrantes Bebidas… Já comprou deles para saber como trabalham?

- Não (esse ouvi bem baixinho…)

- Então antes de gastar dinheiro o que acha de colher todas estas informações e mais uma lista de pontos necessários para iniciar seu negócio e depois colocar no papel? Olha, eu imagino que séculos atrás, até os caçadores desenhavam nas cavernas como seria a caçada do dia seguinte: quantos bichos eles iriam matar, em que lugar, com qual ferramenta, então que tal aprender com eles?

- Não é uma má idéia…

- Grave isso: se você almeja ter uma operação de e-Commerce de sucesso precisa entender que, o que você vende, basicamente é confiança, ou você tem alguma dúvida de que comprar um produto sem vê-lo, de uma empresa que as vezes não se sabe onde está, sem ter um vendedor, pagar e ficar esperando que o mesmo produto chegue perfeitamente em sua casa não é pura confiança?! E para que tudo isso dê certo depende do quê?

- Já sei: de planejamento!

- Tu está ficando esperto…rs

- Tá certo, UpaLupa. Depois de ficar com a orelha vermelha, vou começar tudo de novo… Quanto eu te devo?

- Por hoje só um kinder ovo tá bom.

- Fechado!

Mortalidade de empresas é maior no mundo virtual

As mesmas dificuldades que o micro e pequeno empresário encontra no seu dia-a-dia, para a manutenção de suas empresas, existem no meio virtual. Levantamentos da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), revelam que 33,3% das lojas e empresas on-line encerram suas atividades antes de completarem o segundo ano de operação.

O índice de mortalidade virtual é 8.3% acima da taxa calculada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para o comércio tradicional no país, que é de 25%.

Em ambos os casos, o elevado grau de mortalidade se deve à baixa informação e profissionalismo, bem como a uma superficial pesquisa de mercado antes do lançamento do negócio.

A câmara ainda associa o resultado à deficiência de know how tecnológico ou conhecimento das especificidades do comércio eletrônico.

“Muitos empresários ampliam seus negócios para a Internet, acreditando que irão vender para todo o planeta em um único click, mas a Internet deve ser vista tão-somente como uma extensão do seu negócio físico”, analisa o especialista em comércio virtual, Cid Torquato.

As fraudes virtuais e os mecanismos de análises de crédito, na opinião do especialista, são informações estratégicas que não chegam ao conhecimento do pequeno empreendedor. “Poucos sabem, mas as fraudes são maiores para o vendedor do que para aquele que compra uma mercadoria pela Internet.

Muita gente faz uso de cartão de crédito clonado para adquirir produtos, e somente as grandes empresas do segmento virtual sabem diferenciar uma compra legal de uma fraude. Daí porque o mercado virtual é tão concentrado”, completou Torquato.

De acordo com Gastão Matos, consultor da camara-e.net para o Comitê de varejo on-line, um estudo sobre as melhores práticas para lojas virtuais será lançado até o segundo semestre. A pesquisa vai procurar esclarecer o caminho crítico do empreendedor on-line para o sucesso.

Temas como segurança, usabilidade, divulgação, meios de pagamento, riscos, entre outros farão parte do estudo.

Setor tem 15 mil lojas, mas 20 ficam com 85% da receita

Apenas 20 das 15 mil lojas do comércio eletrônico nacional concentram 85% do faturamento, estimado em R$ 10 bilhões esse ano segundo a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), “A pouca informação é o maior obstáculo para o pequeno e médio empresário ingressar no comércio virtual”, explica o especialista do setor, Cid Torquato.

Fonte: http://www.wbibrasil.com.br/boletim.php?id_boletim=471

Diante destes números a melhor saída para alterar esta realidade é a busca incessante por conhecimento. A informação nesta àrea é algo muito precioso. Como ainda são raros os cursos e especializações acadêmicas neste meio, nos resta participar de todo tipo de palestra, seminário, bate-papo e eventos com profissionais da àrea.

Através da ajuda mútua entre empreendedores e profissionais do ramo, a taxa de mortalidade pode diminuir. E para deixar mais claro, o foco da UpaLupa é justamente este: ajudar o pequeno empreendedor a traçar o melhor caminho na internet, diminuindo ao máximo as chances de erros através do planejamento.

E quando falo de planejamento, relaxa, não vou dar nós na sua cabeça, de forma simples vamos colocar no papel as nossas idéias, deixar tudo organizado e à partir daí fazer o sistema da empresa e a sua equipe entenderem isso.

Muita gente já me disse que não precisava planejar nada pois havia um sistema milagroso que já controlava tudo para eles. Ocorre que seja lá qual for o seu ERP, CRM e outras siglas por aí, nenhum deles vai adivinhar o que você precisa. Portanto, mesmo que você tenha um, vai precisar alimentá-lo com informações sobre o seu negócio. Informações essas que precisam estar em ordem e precisam fazer sentido. Caso contrário, o seu sistema vai gerar relatórios maravilhosos, porém com informações totalmente equivocadas. E daí do que adianta? Nada, né?

Então mãos à obra, amigos. Vamos criar o hábito de planejar (=pensar antes de agir) e assim não teremos que ler notícias tão chatas como esta aí de cima. A internet não perdoa, não mesmo.

Abraço da UpaLupa


Euzinha

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Pq UpaLupa?

Vocês já assistiram a “Fantástica Fábrica de Chocolates”? Na fábrica trabalhavam criaturinhas muito pequenas, cativantes e que se divertiam trabalhando: os Oompa-Loompas. Ok, também devo confessar que a Sra. UpaLupa, além de amar muito o que faz e se divertir muito com isso, possui apenas 1,50m e graças a eles, ganhou este apelido. Mas o que isso lembra vendas na internet? Segundo ela, todas as suas experiências em lojas virtuais foram divertidas, prazeirosas e a idéia é que UpaLupa não seja apenas um apelido, mas um estado de espírito. Ser um UpaLupa é ser alguém divertido, que goste de gente, que goste de viver em rede e que use a internet para fazer bons negócios e ajudar as pessoas. Por isso que "Vender na internet é coisa de UpaLupa"!!!
Eu sou uma Luluzinha!

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  • Concordo! RT @marcogomes eu li: "Feminismo é um machismo de calcinha, que raspa as axilas. É nojento, tanto quanto o machismo." vc concorda? 5 hours ago
  • Boa! Está anotado! Obrigadinha! RT @london_london @upalupa e-novação o que tem por trás do e-commerce 8 hours ago
  • Preciso de sugestões para o título de um curso de e-commerce. Única regra: precisa ter a palavra inovação. Vcs me ajudam? 8 hours ago
  • Site de moda dá aos homens a oportunidade de virarem estilistas, permitindo q criem suas próprias camisas: ShirtsMyWay http://migre.me/dwG6 9 hours ago
  • Meu coração não está aguentando de tanta felicidade... pessoas queridas rezem por mim... HOJE é o dia! Depois eu conto! :-) 9 hours ago

Puxões de orelha, elogios e cut-cut…

Basta deixar seu comentário, me adicionar no msn (ligiadutra@upalupa.com.br)ou enviar um e-mail. Vou adorar te conhecer! Bjo

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