Pronto, já passou… agora aprender com os erros…
Tenho este blog faz 1 ano e desde que comecei a escrever, meu foco sempre foi ajudar o empreendedor a utilizar as ferramentas que a web disponibiliza para ter um resultado melhor. Tudo baseado nas experiências que tive e no que leio e converso por aí. Conteúdo bom ou ruim é relativo. Quem gosta acompanha, quem não gosta passa reto. Essa é a mágica. Ninguém é dono da razão, logo a intenção é trocar idéias para melhorar nosso dia-a-dia.
Nunca ganhei 1 centavo diretamente com este blog. Também nada de bom ou ruim até aqui. Apenas questão de escolha.
Notem que não há anúncios do Google, muito menos publicidade. O único selo que uso é o da Zappos, por ser fã incondicional. Não sou contra quem ganha dinheiro através deste tipo de veículo, peloamor… quem sou eu para determinar como alguém faz dinheiro na vida, fora que tenho vários amigos que só vivem de blogs e são muito felizes assim. Ou seja: poderia ganhar 1 ano de compras da PUMA ou qualquer outra empresa e não faria diferença alguma. Não falo de um produto ou serviço porque me pagam.
Só falaria de um produto ou serviço se de fato o achasse bom o bastante para isso, como já falei gratuitamente de vários cases por aqui. Quem me conhece de perto sabe do que estou falando.
Nunca tive um número de acessos relevantes, não chego nem perto do nível de pageviews que a maioria dos grandes blogs possuem. Não sou publicitária, não sou sexy, muito menos famosa e meu twitter não passa de 1000 seguidores.
Tudo isso já seria o suficiente para não receber e-mail para campanha alguma. A não ser de empresas que desejam criar relações com empreendedores que utilizam a internet para aprimorar seus negócios… e olhe lá, porque eu teria que profissionalizar a coisa e pelo menos aqui no UpaLupa até agora não foi minha intenção.
Aí já começou minha indignação com o suposto comportamento de uma agência que diz representar uma grande marca. Como pode gastar tempo com quem não é o seu público alvo? Acho o fim da picada alguém se propor a fazer um trabalho de forma tão amadora e ainda cobrar por isso. Sim, porque se for verdade, pode ter custado uma nota para a empresa! Além de servir de péssimo exemplo para quem está começando.
No fundo esta história não fala apenas de mídias sociais e blogueiros, meus caros. Pelo menos para mim mal importa qual a real fonte deste e-mail. Importa que não duvidamos que isso pode ser verdadeiro. Importa que estamos acostumados a receber este tipo de tratamento como clientes, como veículos e como colaboradores.
Não interessa saber se estamos cumprindo o objetivo da campanha ao falar do produto, porque era isso que alguém poderia ter planejado. Pelo menos para mim e para quem está acostumado com o meu trabalho, importa aprender com as nossas experiências e dos outros também.
Foi um susto receber tantos comentários num só dia, reparem que nos outros posts em média não passam de 10. Isso prova que também aprendo muito sobre o poder que o boca-a-boca possui na internet. Nunca me coloquei como especialista de nada e acho arriscado quem o faz.
A coisa pra mim é muito simples: reparem nos melhores. Ex: Apple e Zappos. Eles precisam inventar mil e uma campanhas para alguém falar deles? Precisam presentear ou pagar algo para alguém espalhar que eles são bons no que fazem? Não!
Eu poderia ficar a noite toda deixando links de vídeos que falam MUITO BEM sobre ambos, de graça. Quem é fã destas marcas até pagaria para participar de um comercial, de tão bons que eles são. Aliás eu nunca vi um comercial deles no intervalo da novela e sou louca para ter um iPhone e ter a Zappos no meu curriculum.
Na internet ou fora dela o que sempre determinou o sucesso de uma marca é a forma como ela se relaciona com seu público. E relacionamento é diferente de troca: toma dinheiro que eu te dou fama. Ou pior: fica aí com um boné e me passa alguns acessos. Relacionamento é doação, como diz meu amigo Urso.
Alguém tem dúvidas de que Steve Jobs não doou sua vida a criar produtos que encantam as pessoas? Alguém tem alguma dúvida que a Zappos doa seu tempo aos clientes quando deixa de vender um tênis para ajudar um cliente a comprar uma pizza? Pois é… eles poderiam ter feito muito menos e teriam pago suas contas como tantos outros fazem por aí, mas ainda bem que escolheram ser diferentes.
E aí é que está a moral da história. Com esta moda de falar das novas mídias, muitas empresas entram nessa onda querendo ser igual a todo mundo e acabam fazendo merda. Se fossem autênticas e valorizassem os relacionamentos, teriam clientes pra toda vida e nunca iriam precisar de campanhas mirabolescas para falarem delas, com ou sem internet.
Confesso que poderia pegar leve, papai me deu educação e devo usá-la. Se me proponho a trabalhar com a educação de empreendedores devo ser didática apontando como a campanha poderia ser feita de forma mais construtiva ao invés de perder tempo sendo mal educada. O Bruno Divetta tem razão, algumas coisas é melhor ignorar.
Mas devo lembrar que sou de carne e osso e por aqui mostro como realmente sou. Não falei de autenticidade? Tanto o lado bonzinho ao elogiar uma ótima ação, quanto o lado rebelde ao jogar merda no ventilador vão aparecer vez ou outra. Consigo ser uma menina super simpática na maior parte do tempo, mas altamente arrogante quando apertam meu calo. Assim são as pessoas e as empresas, cheias de coisas boas e ruins. Vale a humildade que cada um tem de reconhecer quando escorrega e agradecer quando faz algo legal e é aplaudido.
Na vida real, muito tempo antes da internet existir as coisas já funcionavam assim: as pessoas admiram o diferente, o original. Perfeição não existe. Pessoas e organizações são admiradas pelo poder de bancar o que são. E na internet isso tem uma força maior graças ao poder da comunicação.
Agradeço a todos os comentários. Espero que a discussão tenha sido saudável para todos. Perdão se decepcionei alguém com meu lado mais agressivo de ser (não é cinismo…rs), mas UpaLupa é isso. Quem sabe até os 80 eu aprendo a ter filtro…hehehe
Bjokas









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